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LM, fast foodie

Pasta-expert *** Master na arrumação da caixa de sushi *** Doutoramento na cozinha do desenrrascanço *** Veggie Friendly *** Viciada em comer-fora e arruinar carteiras

09
Nov20

Mex Factory

LM

Bem malta, quem anda atento aos meus Insta Stories, sabe muito bem que falo a verdade quando assumo que consumimos demasiada comida mexicana, para duas pessoas normais.

Mas, como de normais temos pouco, claro que ficámos como duas crianças histéricas no dia de Natal quando fomos experimentar o Mex Factory pela primeira vez.

 

Como nota introdutória, posso dizer que sempre adorei ir ao LX Factory para "programinhas" de sair à noite. Já tenho muitas saudades de ir a um jantar com amigos, depois beber um copo num dos bares e quem sabe - já bastante fora de mim - entrar no Bosq (leia-se: BEM fora de mim e da lei de Deus, que eu já não tenho idade para essas coisas). Voltar ali, àquele espaço enorme onde fui tão feliz e onde podemos ter uma noite completa sem sair do mesmo sítio... o LX tem um ambiente incrível e difícil de descrever: onde o antigo conhece o novo, onde as paredes são obras de arte e as pessoas que lá passam, de todo o mundo.

Desta vez, fomos só para jantar, sem copos, sem noitadas... mas soube bem voltar. O Mex Factory está totalmente integrado neste conceito do LX Factory, meio fora da caixa, mas com muito estilo.

 

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Quando entrámos no restaurante, a primeira coisa que saltou à vista foi o ringue de boxe. Tivemos aquele "wtf?" inicial, que passou bem rápido mal nos começámos a lembrar "ahhh yaaaaaaa lucha libre mexicana!". As paredes estão forradas com as máscaras clássicas destes lutadores tradicionais do México e toda a decoração fez sentido (na minha cabeça lenta)! 

Decidimos reservar para uma quinta-feira porque gostamos de aproveitar as noites mais calmas dos restaurantes e, por incrível que pareça (para esta altura de pandemia e confinamento), estava bastante composto e super animado. Mas calma, digo isto como sendo um ambiente agradável e que nos trouxe segurança! O espaço é enorme, todas as mesas têm uma grande distância umas das outras e o local está sempre bem ventilado, não fossem a maioria dos espaços no LX Factory aqueles antigos armazéns gigantes, com as portas sempre escancaradas.

 

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Já na mesa, trouxeram-nos o QR code num cartão para podermos começar o primeiro round: escolher o que provar. Esta é a fase mais difícil, onde vamos avaliar os nossos concorrentes só pelo nome e decidir restringir a escolha a alguns pratos, quando queremos mesmo provar todos (suas bestas, eu sei). Mas decidimos seguir a opinião de quem melhor sabe (do staff) para nos ajudar nesta escolha, para entradas: Tostada de Salmon e Quesadilla (para além do Pico de Gallo e Guacamole com Totopos que já estávamos a provar como... vá, pré-entrada!). 

 

Vale meeeeeeesmo a pena pedir o Guacamole! É tão fresco, tão bem feito... Vale, vale!

 

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Esta tostada consiste numa tortilha crocante com um ceviche de salmão delicioso por cima. Para quem gosta de ceviches como eu: "até lambe as patinhas"! A mistura de romã, milho, lima e "sabe Deus mais o quê" com o salmão embebido em lima... Nossa! Estava muito bem equilibrado de sabor.

 

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As quesadillas, meus amigos, ganharam este combate mano-a-mano com o ceviche. Acharam que tinha adorado o anterior? Então "agora pensem"... Foi, sem dúvida alguma, das melhores quesadillas que comi na minha "vidinha cheia de comida mexicana no bucho"!

Vou-vos explicar porquê: a quesadilla estava recheada de cheddar (primeiro check - LM loves Cheddar), tinha carnitas al Pastor lá pelo meio (segundo check - bem recheada) e por último um estranho check... tinha duas coisas que eu habitualmente detesto: molho BBQ e ananás. Mas a combinação foi absolutamente perfeita! Ao ponto de eu amar algo que normalmente detesto. Incrível! 

 

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Passando para o próximo e último combate da noite na categoria de pesos pesados: Tacos contra Tacos. Estes são servidos em três unidades, mais uma vez por sugestão, fomos para os de Camarón e Bistek.

Os primeiros que atacámos foram os de camarão, não se assustem com o sinal de duas caveiras na intensidade do picante, porque tolera-se muito bem (para quem como eu, até gosta de picante muito moderado). As doses são muito generosas e os camarões bem gordinhos, o sabor da maionese de chili, com pepino, salsa, cebola e pimentos estava incrível. 

 

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Os Tacos de Bistek são compostos por pedaços de carne de novilho marinada, deitados numa camada de puré de feijão e um pimento padron frito "a cavalo". Além de estes pedaços estarem confecionados no ponto perfeito, estavam tenros e deliciosos. Os Tacos vêm sempre acompanhados de dois molhos: um de tomate e outro de picante, que aqui, só melhoravam a experiência de sabor.

 

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Declarei empate nesta luta de tacos e decidi terminar os combates por falta de comparência do juri (não conseguia mesmo provar mais nada de tão satisfeita que estava). Para terminar em grande, pedimos a mousse de Aguacate. Abacate com cobertura de chocolate e crumble de amendoim, já tinha comido mousse feita à base de abacate mas misturada com o chocolate, assim em camadas foi a primeira vez. Estava bastante equilibrada, sem ser demasiado doce e o crumble confere aquele crocante perfeito. 

 

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A bebida que me acompanhou a noite toda, sim, porque foram umas boas duas horas de combate intenso, foi um Mojito de Maracujá que estava divinal! Passei um verão inteiro a fazer mojitos, mas nada que se compare a um destes, feito por quem sabe.

 

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Bem malta, o que posso dizer como conclusão desta experiência?

A qualidade dos ingredientes e a dedicação na confecção dos pratos é notória no Mex Factory. É um restaurante mexicano caro? Não, mas também não é o mais barato (preço médio na Zomato para duas pessoas: 30€). Aqui, conseguimos entrar num espaço super agradável, com um ambiente incrível e experimentar pratos "a sério", pensados e cozinhados na perfeição. Todos os pratos que experimentámos, conseguimos identificar pequenos pormenores que faziam toda a diferença no equilíbrio dos sabores, que os faziam saltar da escala do bom, para o muito bom. 

Acho que a comparação que posso fazer, parva claro, é quando tomamos a decisão de ir ao sushi. Podemos optar pelo bom, que não é caro, mas pagamos um pouco mais para comer como deve de ser. Ou optamos pelo sushi-chinês, barato que dói, tira a barriga da miséria, mas peca pela qualidade mediana (para não dizer fraca). Em Lisboa, temos várias opções de Mexicano mediano-baratíssimo onde saímos felizes e tiramos a barriga da miséria mas... comer Mexicano a sério, é num sítio como o Mex Factory.

 

Vou voltar? Ora pois vou com certeza! Para já, porque fiquei a saber que todos os fins de semana o restaurante abre o piso superior (que nesta noite não estava aberto). Para os dias mais solarengos, abrem a esplanada exterior, onde costumam ter presença de umDJ para animar os serões.

Imaginei-me logo ao sol... com aquele mojito maravilhoso na mão e a enfardar um burrito <3 

 

 

 

Mex Factory Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

15
Ago20

Domingo em Setúbal - Brunch e praia

LM

Já andávamos há algum tempo a pensar neste plano: agarrar na mota, atravessar a ponte (que para um margem-nortiano é algo sempre complexo) e ir descobrir as maravilhas do outro lado da margem. 

Para mim, algumas das melhores praias de Portugal estão na Arrábida. E olha que fui nascida e criada à beira mar! Mas quero eu enganar quem? Aquela água ao estilo Caraíbas, envoltas por uma serra intocada, onde o contacto com a natureza é pleno... Não levamos com vento nem nuvens, sempre uma boa aposta de bom tempo. Único senão é o estacionamento, mas com uma mota estamos sempre safos!

O plano era mesmo este: ir experimentar finalmente o famoso Brunch do Chef Óscar Cabral no Hotel do Sado e depois ir a uma das praias da Arrábida (mergulhar ou talvez dormir uma bela sesta). Dois em um perfeito!

Claro que nos metemos em menos de uma hora no destino... Nós margem-nortianos achamos sempre que Setúbal é super longe, somos só parvos. Já conhecia o hotel porque o ano passado os meus queridos progenitores decidiram passar lá um fim de semana e fomos lá beber um copo com eles no bar. 

É um 4 estrelas que foi remodelado há relativamente pouco tempo, que prima por ter mantido alguns traços e peças do edifício original do século XVIII e ficou com aquele mix de clássico, imponente, mas com conforto moderno. O ex-líbris do hotel, para mim, é a esplanada onde servem refeições, que também serve como bar e, agradavelmente, era também o sítio para onde nos dirigíamos.

 

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UAU, a vista é fantástica sobre toda a baía de Setúbal, a língua de Tróia mesmo do outro lado, onde podemos ir apreciando os barcos a fazer a travessia para aquelas praias tão desejadas. 

Nestes dias de calor, não há nada melhor do que estar sentado à sombra, numa bela mesa com vista infinita e com um copo de espumante na mão. Fácil!

 

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O brunch começa, a fome aperta, os olhos regalam-se... Primeiras coisas a virem para a mesa:

- Uma tábua de enchidos e queijos para todos os gostos, desde o Roquefort ao Brie, presunto à mortadela, compota com queijo e eu já estou feliz.

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- Uma cesta de pães, todos confeccionados no próprio hotel, com pão de fermentação lenta e uma filha-da-mãezinha de uma focaccia com queijo de Azeitão que ainda hoje sonho com ela.

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- Um prato de doces com torta de Azeitão (que morri de felicidade), uns mini pastéis de nata e croissants crocantes.

 

LM, esperta e linda, disse logo ao esposo que não ia comer mais pão para conseguir provar tudo... (mas ainda tentando manobras de diversão para lhe roubar a focaccia, claro). Mas aquelas duas manteigas artesanais: uma de ovelha e outra com pimentos... Obrigaram-me a provar mais pão do que devia, e ainda bem, que o pão de fermentação lenta era delicioso.

 

Após as "entradas", vem então o primeiro momento "tchanan" do brunch (sem desconsiderar a maravilha anterior ok?): Ostras fresquissimas do Sado, um limão para espremer em cima e um gaspacho de melancia. Um prato tão simples, tão fresco mas com tanto detalhe. As ostras tinham sido colhidas naquela noite, sabiam a mar, imaginem...

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O segundo momento foi um misto de surpresa com estranheza, se posso dizer assim! O prato assemelha-se a uma pintura abstracta, com umas pinceladas de tinta preta e uma pequena bola saliente a sair dali do meio. Essa bola, um croquete de choco (a fazer juz à terra onde são tão conhecidos por serem fritos) mas aqui não só numa forma diferente como num aspeto totalmente inesperado. O toque do chouriço neste croquete tornou o prato bem mais equilibrado, com aquele molho preto de limão (a substituir a necessidade corriqueira de espremer do sumo por cima do choco). Delicioso! (Alerta boca preta da tinta de choco, ainda nos rimos um bom bocado. Sim, somos imaturos...)

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De seguida, uma açorda de ovas com ovo a baixa temperatura. O ovo ao ser cozinhado assim, confere um sabor e textura diferente comparado a uma açorda tradicional. As algas halófitas (tive de ir consultar o menu) que, ao serem misturadas, tornam o prato ligeiramente mais salgado, sem o ser em demasia.

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Mais um momento, um dos que mais gostei (prato que o meu querido Triptofano sugeriu, e muito bem, para a carta!): Uma sopa fria de morangos com pimentas verde, manjericão e sour cream. Opa... Eu adorei esta pré sobremesa. Talvez porque adore morangos, ao misturar com as natas ficava quase um creme de morango delicioso e a pimenta a dar aquele toque meio salgado, meio picante... Só de lembrar, tenho vontade de voltar por ele.

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Para concluir todos estes fantásticos momentos: um vulcão de chocolate acompanhado de gelado de couve-flor, gel de Lima e maracujá. O gelado estava incrível, algo que nunca tinha provado e combinava na perfeição com o chocolate. Consistência perfeita, sem demasiado açúcar e mistura de sabores incrível. Ora com um, ora com outro... 

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Quando achávamos que não havia mais surpresas, porque sim, todo este brunch foi marcado por momentos surpreendentes, a carta até parecia ficar por ali... A sobremesa é o suposto final! Mas não, aparece então um carrinho ao nosso lado cheio de potes com ervas para fazer infusões no momento, cortadas à nossa frente e maceradas... Frio ou quente? Tanto faz! O cheiro era incrível! Pedi uma mistura de todas as ervas, ao gosto do "erva-man" (badumtsssssss) e bebi, com esperança que me ajudasse na digestão mais feliz que tive nos últimos tempos.

 

Todos os detalhes são importantes, mas aqui... Não é só um brunch, é pensado, é cuidado ao pormenor. É o Chef Óscar a fazer erguer uma simples refeição de malta que não gosta de acordar cedo ao fim de semana, num momento memorável. O preço é surpreendente: 23,90€ por pessoa, 4,90€ para crianças e ainda há a opção ovo-lacto-vegetariana! É preciso marcação prévia pois o Brunch só acontece aos Domingos das 12h às 15h.

É um espaço incrível com uma vista ainda mais incrível. E poder nesta altura, quando todos vivemos momentos de incerteza e de algum receio, dizer que tive uma refeição que para além de me ter deixado satisfeita, me deixou incrivelmente feliz e agradecida por poder viver estes momentos. 

 

E claro, acabámos na praia dos Caeiros na Arrábida, não deu para dormir mas deu para uns bons dois ou três mergulhos! E rebolar na areia, que nem uns croquetinhos de choco!

 

Um obrigada a toda a equipa do hotel e ao Chef Óscar, foi fantástico!

Um obrigada à Zomato, por continuarem a confiar os vossos convites em pessoas (loucas, como eu) viciadas em viver estas experiências gastronómicas!

 

 

B. by Hotel do Sado Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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