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LM, not tobacco

Pasta-expert *** Master na arrumação da caixa de sushi *** Doutoramento na cozinha do desenrrascanço *** Veggie Friendly *** Viciada em comer-fora e arruinar carteiras

25
Out21

Madam Bo Dumplings

LM

Não há nada nesta vida que me deixe mais entusiasmada como experimentar restaurantes novos, e ainda por cima se for para experimentar comida que não sei cozinhar, perfeito!

 

Já tinha passado os olhos por algumas fotos no Instagram da Madam Bo, onde se destacavam as várias cores dos dumplings e o próprio espaço, que faz lembrar uma ruela algures na Ásia que, apesar de nunca lá ter ido, reconheço dos filmes como o sitio de eleição para uma boa refeição à "local". Quando lá cheguei ao restaurante, que fica ali em pleno Príncipe Real onde sempre fui muito feliz, foi isto mesmo que confirmei: a sensação é que estamos na rua mesmo estando dentro do restaurante, nessa tal ruela no meio de uma infinidade de sítios para comer comida rápida e saborosa. As mesas e cadeiras estão lá, mas penso que o objetivo é mesmo comer e seguir viagem, não estamos num sítio para "fazer sala". É street food sem o ser, acho que nós Portugueses ainda não estamos preparados para comer sem sentar o rabo... Mas adoro o conceito!

 

 

Passámos os olhos também pelo menu, que é exatamente como se quer: simples, curto e "especializado". Dá-me gosto ver isto: um menu simples e focado no que se faz de melhor por ali: dumplings. Escolhemos, pois está claro, dois de cada sabor, por forma a experimentar todas as opções: vegan, frango, vaca, porco e camarão.

No fundo do restaurante estava uma placa que nos ajuda a identificar os dumplings pelas cores: rosa é o de porco, preto o de novilho, verde de legumes e tofu, amarelo o de frango e por fim o de camarão e coentros "sem cor". Clarooooo que Maria LM só viu a placa no final da refeição e ficou o jantar todo a tentar identificar os sabores de cada um, o que até se tornou positivo para não enganar o palato com o seu cérebro destruidor de expectativas (provavelmente teria torcido o nariz ao de porco... e foi o que mais gostei!). Resumindo a experiência de sabores: amei todos. O meu inesperado favorito foi o de porco e sichuan (e claro que vou jurar até à morte que o culpado é o Sichuan mesmo não sabendo o que isso é. Google: uma pimenta talvez?). O vegan, talvez tenha sido o menos favorito, mas note-se que era incrível como todos os outros seus pares. 

 

 

Todos os dumplings, seja qual fosse a variedade que colocava à boca, eram uma surpresa e uma experiência diferente: o frango, não era só frango nem só shitake, era "Ásia", um sabor maravilhoso que nos leva a viajar por sítios diferentes. Isto aplica-se a todas as "bases" que ali podemos pedir, sejam elas o frango, a vaca, o porco ou até mesmo os vegetais, estamos a provar algo que até podemos comer todos os dias, mas ao mesmo tempo são uma novidade quando cozinhados e condimentados de forma diferente da nossa cozinha típica. 

 

Para acompanhar pedimos uma salada de pepino e outra de coleslaw. A salada de pepino é muito condimentada, o meu esposo adorou e comeu-a praticamente toda, foi a salada coleslaw que me ganhou o coração: com os seus amendoins a dar aquele crocante e um molho não tão forte e mais equilibrado para o meu gosto. 

 

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Por fim, e enganem-se se acham que tínhamos mais espaço para sobremesa (20 dumplings para 2 pessoas é um exagero, mas quem nos mandou ser bestas hum?), experimentámos a mousse de matcha que estava DI-VI-NAL. Aquele crocante de sésamo é a cereja perfeita em cima deste "bolo", doce sem ser doce, uma cremosidade que não estava à espera. (Perdoem-me as fotos da sobremesa, mas entusiasmei-me, mandei-lhe uma colherada mesmo à besta antes de tirar foto e tentei remediar depois... não ficou nada decente!)

 

 

Resumindo e concluindo: adorei a experiência e hei de voltar a ver estes dumplings à minha frente! Vejo o meu regresso ao escritório com mais entusiasmo, a incluir o Madam Bo nos pedidos de almoço, e quem sabe quando lá passar por perto, voltar a sentar-me numa naquelas mesas altas para um almoço/lanche/jantar/snack rápido... 

Agradeço mais uma vez à Zomato pela sugestão de experiência!

 

 

Madam Bō Handmade Dumplings Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

17
Mai21

The Old House

Uma viagem a Sichuan, China

LM

Finalmente meus queridos, posso dizer que estamos (lentamente) de volta aos restaurantes! Com muita calma e com muito cuidado, claro, mas com a situação pandémica a melhorar a olhos vistos, já me sinto confortável em visitar novos espaços e voltar ao activo aqui no blog!

Foi um ano difícil para quem sofre de compulsão em conhecer novos restaurantes e escrever sobre eles, mas... I'm back foodies!

 

 

O Parque das Nações sempre foi um dos sítios de eleição para combinar encontros gastronómicos com amigos, não só pela localização ser óptima para quem não mora no centro de Lisboa mas também pela facilidade de acessos (metro, comboio e, principalmente no meu caso, por ter alguma facilidade de estacionamento). É uma zona muito bem frequentada, com uma vista incrível sobre o Tejo, promete sempre um bom passeio para moer os exageros das refeições (também no meu caso).

 

Há muito tempo que olhava de esguelha para o The Old House, quando passava por aquela porta de madeira imponente. Sempre cheio de clientes (o que é sempre bom sinal), com uma esplanada apetitosa cá fora... E claro, eu amo comida chinesa! Andava a namorá-lo há algum tempo e finalmente tive oportunidade de avançar para aquele primeiro date.

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Posso vos dizer que a primeira coisa que pensei quando entrei no espaço foi: isto não é "um restaurante Chinês", é UAU! 

Nada, mas mesmo naaaaada a ver com o que em Portugal costumamos associar a um típico restaurante de comida chinesa. Onde estão aqueles quadros que mudam de imagem consoante o ângulo? Onde estão aqueles candelabros super-shining cheios de leds às cores? Não estavam... Além do restaurante ser enorme, a decoração é incrível e muitíssimo cuidada. E por falar em incrível, eles batem aos pontos a minha avó no número de louças por metro quadrado. 

 

Fiquei a conhecer um pouco da história deste espaço: a primeira surpresa é que este restaurante faz parte de uma cadeia onde este é o mais pequeno deles todos (Ok, tamos a falar de dois pisos de restaurante, cheio de salas e salas e salas... Onde cabem centenas de clientes! Até casamentos já se fizeram ali!) e este é também o único que fica fora da China, incrível! Mais incrível ainda é o facto de ser um espaço gigante que ao mesmo tempo consegue ter imensa privacidade, as salas dobram-se e desdobram-se à medida da necessidade de espaço, também mesas para 2 ou 4 pessoas, uma esplanada imensa... Este restaurante foi claramente pensado para grupos e famílias, mas não deixa de ter sido desenhado de forma a nos dar privacidade e conforto seja um grupo enorme ou uma pessoa só!

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O The Old House é um restaurante que tem uma grande máquina por trás, e isso percebe-se logo nos pequenos pormenores. Todo o staff é treinado e formado para não só providenciar uma experiência gastronómica perfeita como um serviço incrível, da sala à cozinha, o restaurante aposta num treino muito completo. A carta é imensa: ao mesmo tempo que é incrível (parece que temos um livro de culinária nas mãos) é também um pouco intimidante. Mas deixamos logo de nos sentir intimidados quando um funcionário da sala (super formado) vem à nossa mesa e, com muita paciência e delicadeza, nos sugere os melhores pratos tendo em conta os nossos próprios gostos pessoais. Há pratos para todos os gostos, desde o clássico pato à Pequim até à Lagosta, com muito picante ou sem... Um festival de escolhas!

Seguindo portanto as sugestões de quem sabe, aproveitei enquanto esperava pela comida para apreciar aquela vista incrível. Felizmente, ficámos numa das mesas do primeiro piso onde podemos disfrutar de uma vista de sonho num ambiente mais intimista.

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Vamos falar de comida, porque bebida já sabem, há que sempre aproveitar para beber uma cerveja chinesa a combinar com o ambiente:

 

Entradas

Começámos por degustar uns cogumelos fritos com gyosas e camarões fritos, acompanhados com molho agridoce. Super crocantes, bem confeccionados e saborosos.

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Pedimos também Xiao Long Bao, foi a minha entrada favorita. O recheio de carne e cogumelor estava muito rico e aquela nuvem fofinha a desfazer-se a cada dentada... Divinal!

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Pratos Principais

Provámos também dois dos pratos mais pedidos no restaurante: a carne de porco desfiada com molho especial e o frango em cubos com amendoins (picante nível 1). A comida desta região da China, Shichuan, é conhecida por ser picante e bem mais forte do que nós estamos habituados, inclusivamente os níveis de picante foram adaptados ao nosso palato e não quis arriscar mais que um nível para primeira vez. Fiquei pronta para arriscar no picante seguinte na próxima visita, pois não era assim tãooooooo forte (acho que ganhei resistência com tanto wasabi). Tanto um como outro prato estavam muito bons, os sabores são super diferentes daquilo que sabemos cozinhar... Logo, cada dentada é uma tentativa de descoberta para identificar ingredientes e temperos!

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Os cogumelos reais salteados que pedimos a acompanhar as carnes, foram surpreendentemente das coisas mais incríveis que provámos. Talvez a expectativa não fosse alta e fui realmente apanhada de surpresa. Têm um sabor muito diferente e espetacular! Mais uma vez, não conseguia mesmo fazer aquilo em casa.

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O prato principal que me levou o coração, não só pelo sabor como pela apresentação, foram os noodles de arroz com camarão. Olhem para esta beleza:

 

 

Acreditem que o sabor supera a apresentação. Super leve, saboroso que se farta e é um prato que claramente se deve partilhar, porque a dose é enorme. Pode até nem ser dos mais intensos de sabor, mas é mesmo a minha cara: simples, bem confecionado e leve.

 

Sobremesas

Quando chegámos às sobremesas, mais uma vez decidimos provar os clássicos desta região de Sichuan.

Estas bolinhas na foto, são bolinhos de arroz recheados com sésamo e são uma das sobremesas preferidas na China, muito diferente daquilo que estamos habituados por cá, já que os chineses não são tão viciados em açúcar quanto nós. Logo, as bolinhas não são muito doces, são fritas e crocantes, com um recheio onde se sente logo o sabor a sésamo. Muito diferente e interessante. 

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Mas sem dúvida que gostei muito mais da seguinte sobremesa. Este incrível "Lago de Cisne", além de visualmente perfeito, é uma sobremesa extremamente equilibrada: mais uma vez, pouco doce, mas a combinação de massa folhada, pasta de feijão vermelho e manga é divinal. 

 

 

Como vos posso resumir esta experiência? Olhem, saí de lá com um sorriso de orelha a orelha. Cheguei a casa entusiasmada a planear o meu próximo aniversário neste espaço incrível. Eu sempre amei comida chinesa, mas esta refeição fez-me perceber que há muito mais na cozinha tradicional chinesa que o meu pedido clássico "vaca na chapa quente" ou "vaca com molho de ostras". É mesmo um nível muito lá em cima. Já há alguns anos que prego aos ventos que o meu aniversário este ano seria num restaurante Chinês, estava longe de imaginar que seria este, é estúpidamente perfeito: o espaço, a comida, o ambiente... PERFEITO! O restaurante disponibiliza menus para grupo, que permitem partilhar vários pratos e assim conhecer melhor o menu. 

Para a experiência e qualidade da refeição, acho que os preços são muito justos. Claro que há pratos muito mais dispendiosos (tipo, a lagosta né?) e outros mais em conta, depende sempre do que se pede, claro. 

O que vos posso deixar de meggggaaaa dica, é que o The Old House, além de uma merecida e incrível classificação de 4.6, tem Zomato Pro e assim têm um óptimo desconto de 20% no total da factura. 

 

Voltarei em breve, sem dúvida alguma, a este restaurante e vou partilhar as fotos no Instagram quando fizer o meu aniversário por lá! Sigam @lmnottobacco ;)

 

The Old House Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

13
Out20

Restaurante À do Pinto - Faro

LM

Num dos nossos dias de férias no Algarve, decidimos ir jantar a Faro para nos encontrar com um casal amigo, também de férias por lá. Foi assim um local decidido a meio caminho, para ser mais conveniente.

Como já tinha relatado num post anterior da saga "LM em férias no Algarve", a coisa mais complicada em escolher um restaurante para jantar por aqui é não ter tudo ali à mão na app da Zomato (é recente por lá, mas os Algarvios hão de perceber que não se vive sem ela!). Depois de mais uma bela pesquisa pelos confins do Google, lá encontrei esta referência: Restaurante À do Pinto. 

Apesar de me parecer ao início um restaurante um pouco "para turistas", também por se localizar bem no centro de Faro, as reviews no TripAdvisor e mesmo no Google eram também de Portugueses e pareciam muito convidativas. Nada como ver para querer! Sem ter muita paciência para fazer maior pesquisa e numa de arriscar, liguei e reservei mesa para quatro.

 

Já tínhamos estado em Faro o ano passado, quando fomos fazer o passeio pela Nacional 2 e, por acaso, não passámos por aquele espaço, mas andámos lá perto! Quando chegámos à esquina onde o À do Pinto fica, todas as mesas estavam ocupadas e parecia um local muito animado. O restaurante é pequeno no interior e tem uma esplanada com algumas boas mesas, numa rua onde não passam carros. Felizmente, guardaram-nos uma mesa no interior, foi provavelmente a noite mais fria que tivemos nas férias. Quando fui ao WC lavar as mãos, passei pela cozinha, era mesmo ali ao lado... tudo muito pequenino, com um ar muito acolhedor, senti que estava na casa de alguém.

 

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Os empregados são de uma extrema simpatia, trouxeram-nos a ementa e foram rodopiando por todas as mesas enquanto tomávamos a difícil escolha do que partilhar entre todos. A carta é simples: tem vários pratos tradicionais e alguns petiscos. Como queríamos experimentar vários pratos e petiscos, decidimos pedir um queijo queimado com tomilho (5€), bochechas de porco (9€) e uma açorda de camarão (20€) - açorda esta que já tinha lido algures que dava perfeitamente para 3 pessoas. 

 

O queijo queimado com tomilho foi uma óptima escolha para entrada porque, apesar de se ver em muitos restaurantes queijos semelhantes, o tomilho por baixo do queijo faz toda a diferença no sabor final. Pena que é um queijo pequeno para quatro pessoas. Não tirei foto do bicho porque foi atacado e acabou por passar...

De seguida vieram as bochechas de porco. Aqui, não posso falar muito. Provei e tinha um sabor "caseiro da avó". Como não sou grande apreciadora de carnes com muita gordura, deixei a minha parte para os meninos se deliciarem. Tudo o que posso dizer é que ouvi: "Oh meu Deus são as melhores bochechas que já comi!" / "LM, opá tu experimenta isto! A carne desfaz-se!" (foi aí que provei, só para não dar parte fraca) / "Podemos pedir outro?"

Eles foram queridos em querer insistir para partilhar, mas o meu objectivo era este: mais açorda! (muah muah muahhhh)

 

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A açorda. O que posso dizer sobre ela sem repetir o que eles disseram sobre as bochechas? 

Não, não dá. Vou repetir: Foi das melhores açordas de camarão que comi na minha vida! 

Estava deliciosamente bem feita. Nem pão a mais, nem pão a menos. Húmida, sem estar demasiado molhada. MONTES de camarões, não há cá "unhas de fome" (não sei se esta expressão se usa no país todo, mas é a mesma coisa que ser sovina). Sei lá eu como posso mais descrever isto! Estava divinal. E aquele comentário que tinha lido algures estava mais que certo, dava perfeitamente para 3 pessoas! Neste caso, com os outros petiscos, deu para 4 e ficámos super satisfeitos ao ponto de nem querermos sobremesa.

 

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Contudo, o staff não nos deixou terminar a refeição por ali. De forma super, mas super amável, ofereceram-nos um xiripiti (do staff mesmo, não está à venda) de um género de aguardente caseira de figo. Brindámos àquele repasto, àquela gente tão bonita, ao serviço e à comida maravilhosa. 

Tivemos a sorte de conhecer o Sr. Pinto, um homem cheio de ideias e vontade de fazer bem. E que bem que o faz! Esperamos voltar em breve e, sem dúvida alguma, quando estivermos pela zona, mesmo que na outra ponta do Algarve, vai sempre valer a pena a viagem por este espaço que, meus amigos, não se enganem pelo seu pequeno tamanho... é muito grande em boa comida!

 

 

Á do Pinto Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

13
Out20

Ristorante Pizzeria Mama Lucia - Manta Rota

LM

Bem, vamos começar por explicar que de férias também se come pizza :D

Principalmente quando várias pessoas nos recomendam o mesmo sítio: "Vais para Manta Rota? Epá, tens de ir ao Mamma Lucia!" - e assim fomos!

 

O restaurante fica no Redondel, assim lhe chamam os locais, um pátio interno de um condomínio mesmo no centro de Manta Rota. O local é muito agradável, resguardado do pouco vento que corre e com muitas opções de cafés e restaurantes. Para quem conhece a Ericeira, fez me lembrar os Navegantes. 

O Mamma Lucia é um restaurante de "vera cucina italiana" e é logo a primeira esplanada quando se entra por uma das duas entradas. Não fomos ao seu interior porque a noite estava maravilhosa e sentámo-nos na esplanada. Uma das coisas engraçadas que notámos logo, é que as empregadas são italianas e, pelo que percebemos, todo o staff o é. O que dá logo aquela sensação de "eles sabem o que fazem"! 

 

Olhámos para o menu, tinha muita vontade de comer massa, mas fome nem por isso... Decidimos começar por um pão de alho (com extra de queijo, claro) e uma pizza Carbonara (8,5€) para partilhar (já tinhamos deitado o olho nas do lado e pareciam bem grandes para pedir uma para cada um). 

Já me tinham dito que as massas eram divinais, inclusivamente que tinham aquela pasta "mergulhada" no queijo parmesão aberto... Até babei... Fiquei com pena de não ter mais dias para provar a especialidade, mas também falaram tanto nas pizzas que acabou por ser uma escolha difícil.

 

O pão de alho estava óptimo! Nada de extraordinário (as comparações são malvadas né), mas como sabem, pão + alho + queijo nunca tem muita possibilidade de nos defraudar as expectativas.

 

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A pizza chega à mesa e é de salivar: para uma pizza média, é gigante. Ainda bem que só pedimos uma. 

 

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(desculpem lá a qualidade das fotos, mas não havia muita luz e nem reparei o quão péssimas ficaram!)

 

A massa da pizza é extraordinária para quem gosta, como eu, de massa fofa sem ser exageradamente grossa. Os ingredientes - esses sim fazem sempre a diferença - e aqui todos eles são frescos e de muito boa qualidade. A pizza estava realmente muito boa e ficámos super satisfeitos, sem necessidade de pedir alguma outra coisa. Mas claro que há sempre "aquele espacinho" para... a sobremesa!

E não é uma sobremesa qualquer, ah pois claro que não... Havia TIRAMISÙ (4,5€)!!! E acho que vocês já conhecem a minha obssessão com esta pequena delícia do belzebu... Então feita por Italianos, a expectativa estava muito em alta.

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E então? O que dizes LM sobre ela? 

Digo: malditas expectativas :(

Claro que o tiramisù estava delicioso, mas não era o que estava à espera. Eu sou muito apreciadora da receita que leva um creme mais encorpado (feito com muitos ovos, e bem gordinho), em que o creme é bem mais amarelado e delicioso. Este, era feito com natas e bem branquinho, o que não invalida o facto de estar bom e me deixar feliz. Mas... malditas expectativas! 

 

No final a conta foi bem simpática (o partilhar ajudou bastante, claro!) mas, mesmo assim, é um restaurante onde se come mesmo muito bem e os preços são muito acessíveis. 

Quando voltar à zona, quero visitar mais umas vezes este espaço. As massas ficaram aqui atravessadas... Talvez para o ano!

 

 

 

Ristorante Pizzeria Mamma Lucia Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

30
Set20

BARTÔ - sushi em Tavira

LM

Sabem uma coisa que reparei nestas férias? Sou viciada na Zomato. 

Tenho sérias dificuldades em encontrar sítios para ir comer fora sem ter esta app a ajudar-me na decisão. Coloquei as minhas google skills à prova, procurei sushi ali na zona e surgiu-me uma quantidade de locais sugeridos pelo Google. Entrei em mil sites diferentes, li várias opiniões, fotos e lá sem bem muito saber como, encontrei o Bartô. Abriu em plena época Covid, o que já de si é um grande mérito, e todas... mas TODAS as opiniões eram 5 estrelas. Textos como: "foi o melhor sushi que comi na minha vida", "maravilhoso", "nunca tinha comido nada assim" chamaram muito a minha atenção. Nem uma coisinha menos boa a apontar, tudo perfeito.

 

Percebi que o Chef Henrique Marzano, responsável pela carta, andou a viajar por vários países para se inspirar nela, onde combina a arte do sushi com "fusões de todo o mundo". Vi também no instagram deles que as inspirações vêm não só da cozinha portuguesa como também mexicana, peruana, espanhola... Incrível! Estava convencida. Agora só faltava convencer o esposo.

Fomos passear a Tavira, passámos à frente do restaurante e olhámos a carta. Não é de todo um sítio em conta. Mas por aquilo que vimos, valia a pena arriscar o abrir-de-cordões-à-bolsa.

 

O Bartô tem uma decoração super cuidada, isso salta logo à vista mal entramos no pequeno espaço. Tem meia dúzia de mesas para duas pessoas e uma maior ao fundo, tem também a esplanada que permite receber mais umas quantas pessoas. Fomos recebidos com a maior simpatia, ficámos à vontade a escolher o que pedir (numa decisão bem difícil porque apetecia tudo). 

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Aqui pede-se tudo à carta, não estamos num japonês com combinados do chef nem menus all-you-can-eat. Aqui escolhemos o que queremos provar porque o conceito é mesmo esse, qualidade e não quantidade. 

Começámos a degustação com dois temakis tradicionais de salmão (6.5€). Apesar de pequenos, estavam maravilhosamente bem feitos. Realço também a qualidade do nori, acho que foi a terceira vez na minha vida que comi um Nori desta qualidade: crocante e saboroso, nada a ver com aquelas algas elásticas que vemos na maioria dos restaurantes do género. 

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Pedimos também um Sashimi Mix (15€) composto por salmão, atum e peixe branco. Mais uma vez, a qualidade dos peixes supreendeu.

Parece que estou a gozar, mas foi outra vez dos melhores sashimi de atum que já comi.

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Provámos diferentes peças: como o Spicy Tuna (4 uni 4.5€), Arco-irís Alimado (4 uni 4.9€) e ainda gunkans Amor de Viera (2 uni 6€). Todas as peças estavam divinais, com aquele toque de fusão simples mas pensado.

Para quem me acompanha, já sabe que eu não sou grande fã de fusão e demasiada molhanga, mas aqui encontramos aquela excepção onde percebemos que a fusão em si foi 100% estudada para ser harmoniosa, sem estragar o sabor do peixe e o encanto de comer sushi. O Arco-íris alimado foi sem dúvida a maior surpresa: a introdução do lingueirão, um peixe tão típico da zona ali colocado numa peça de sushi, uma explosão de novos sabores... divino!

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Para terminar em grande, depois de ter ficado entranhada no meu cérebro a imagem de um pastel de nata desconstruído que estava no instagram deles, pedimos essa mesma sobremesa. 

O meu comentário imediato foi: "Isto só se come em restaurantes de grandes Chefs!"

 

E é isto, o Chef Henrique é um grande Chef. INCRÍVEL! Um pequeno pudim no fundo, com uma ligeira camada de caramelo no meio, a fazer um género de uma barreira à bola de gelado, um pequeno detalhe de massa folhada à volta e canela... E eu tive mesmo muito perto de não pedir sobremesa para não "estragar" o sushi... Ainda bem que sou gulosa! O preço da sobremesa não faz juz ao que provámos, apenas 3.5€ por uma das sobremesas mais bem construídas que comi.

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Foi suficiente? Foi. Comia mais? Comia. Eu sou uma pequena besta e vocês já sabem isso, mas aqui o objectivo foi mesmo apreciar a arte deste espaço, que sem dúvida é das mais bem concretizadas que já tive o prazer de provar. É barato? Não. Vale a pena? TODA.

Aqui sim, vale a pena atravessar meio Algarve ou meio país para ir ao Bartô. 

Só consigo dizer: INCRÍVEL!

Parabéns ao restaurante, ao Chef, a todos os que nos receberam.

É por estas experiências que vale a pena ser foodie.

 

 

Bartô Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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