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LM, not tobacco

Pasta-expert *** Master na arrumação da caixa de sushi *** Doutoramento na cozinha do desenrrascanço *** Veggie Friendly *** Viciada em comer-fora e arruinar carteiras

15
Ago20

Domingo em Setúbal - Brunch e praia

LM

Já andávamos há algum tempo a pensar neste plano: agarrar na mota, atravessar a ponte (que para um margem-nortiano é algo sempre complexo) e ir descobrir as maravilhas do outro lado da margem. 

Para mim, algumas das melhores praias de Portugal estão na Arrábida. E olha que fui nascida e criada à beira mar! Mas quero eu enganar quem? Aquela água ao estilo Caraíbas, envoltas por uma serra intocada, onde o contacto com a natureza é pleno... Não levamos com vento nem nuvens, sempre uma boa aposta de bom tempo. Único senão é o estacionamento, mas com uma mota estamos sempre safos!

O plano era mesmo este: ir experimentar finalmente o famoso Brunch do Chef Óscar Cabral no Hotel do Sado e depois ir a uma das praias da Arrábida (mergulhar ou talvez dormir uma bela sesta). Dois em um perfeito!

Claro que nos metemos em menos de uma hora no destino... Nós margem-nortianos achamos sempre que Setúbal é super longe, somos só parvos. Já conhecia o hotel porque o ano passado os meus queridos progenitores decidiram passar lá um fim de semana e fomos lá beber um copo com eles no bar. 

É um 4 estrelas que foi remodelado há relativamente pouco tempo, que prima por ter mantido alguns traços e peças do edifício original do século XVIII e ficou com aquele mix de clássico, imponente, mas com conforto moderno. O ex-líbris do hotel, para mim, é a esplanada onde servem refeições, que também serve como bar e, agradavelmente, era também o sítio para onde nos dirigíamos.

 

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UAU, a vista é fantástica sobre toda a baía de Setúbal, a língua de Tróia mesmo do outro lado, onde podemos ir apreciando os barcos a fazer a travessia para aquelas praias tão desejadas. 

Nestes dias de calor, não há nada melhor do que estar sentado à sombra, numa bela mesa com vista infinita e com um copo de espumante na mão. Fácil!

 

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O brunch começa, a fome aperta, os olhos regalam-se... Primeiras coisas a virem para a mesa:

- Uma tábua de enchidos e queijos para todos os gostos, desde o Roquefort ao Brie, presunto à mortadela, compota com queijo e eu já estou feliz.

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- Uma cesta de pães, todos confeccionados no próprio hotel, com pão de fermentação lenta e uma filha-da-mãezinha de uma focaccia com queijo de Azeitão que ainda hoje sonho com ela.

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- Um prato de doces com torta de Azeitão (que morri de felicidade), uns mini pastéis de nata e croissants crocantes.

 

LM, esperta e linda, disse logo ao esposo que não ia comer mais pão para conseguir provar tudo... (mas ainda tentando manobras de diversão para lhe roubar a focaccia, claro). Mas aquelas duas manteigas artesanais: uma de ovelha e outra com pimentos... Obrigaram-me a provar mais pão do que devia, e ainda bem, que o pão de fermentação lenta era delicioso.

 

Após as "entradas", vem então o primeiro momento "tchanan" do brunch (sem desconsiderar a maravilha anterior ok?): Ostras fresquissimas do Sado, um limão para espremer em cima e um gaspacho de melancia. Um prato tão simples, tão fresco mas com tanto detalhe. As ostras tinham sido colhidas naquela noite, sabiam a mar, imaginem...

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O segundo momento foi um misto de surpresa com estranheza, se posso dizer assim! O prato assemelha-se a uma pintura abstracta, com umas pinceladas de tinta preta e uma pequena bola saliente a sair dali do meio. Essa bola, um croquete de choco (a fazer juz à terra onde são tão conhecidos por serem fritos) mas aqui não só numa forma diferente como num aspeto totalmente inesperado. O toque do chouriço neste croquete tornou o prato bem mais equilibrado, com aquele molho preto de limão (a substituir a necessidade corriqueira de espremer do sumo por cima do choco). Delicioso! (Alerta boca preta da tinta de choco, ainda nos rimos um bom bocado. Sim, somos imaturos...)

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De seguida, uma açorda de ovas com ovo a baixa temperatura. O ovo ao ser cozinhado assim, confere um sabor e textura diferente comparado a uma açorda tradicional. As algas halófitas (tive de ir consultar o menu) que, ao serem misturadas, tornam o prato ligeiramente mais salgado, sem o ser em demasia.

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Mais um momento, um dos que mais gostei (prato que o meu querido Triptofano sugeriu, e muito bem, para a carta!): Uma sopa fria de morangos com pimentas verde, manjericão e sour cream. Opa... Eu adorei esta pré sobremesa. Talvez porque adore morangos, ao misturar com as natas ficava quase um creme de morango delicioso e a pimenta a dar aquele toque meio salgado, meio picante... Só de lembrar, tenho vontade de voltar por ele.

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Para concluir todos estes fantásticos momentos: um vulcão de chocolate acompanhado de gelado de couve-flor, gel de Lima e maracujá. O gelado estava incrível, algo que nunca tinha provado e combinava na perfeição com o chocolate. Consistência perfeita, sem demasiado açúcar e mistura de sabores incrível. Ora com um, ora com outro... 

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Quando achávamos que não havia mais surpresas, porque sim, todo este brunch foi marcado por momentos surpreendentes, a carta até parecia ficar por ali... A sobremesa é o suposto final! Mas não, aparece então um carrinho ao nosso lado cheio de potes com ervas para fazer infusões no momento, cortadas à nossa frente e maceradas... Frio ou quente? Tanto faz! O cheiro era incrível! Pedi uma mistura de todas as ervas, ao gosto do "erva-man" (badumtsssssss) e bebi, com esperança que me ajudasse na digestão mais feliz que tive nos últimos tempos.

 

Todos os detalhes são importantes, mas aqui... Não é só um brunch, é pensado, é cuidado ao pormenor. É o Chef Óscar a fazer erguer uma simples refeição de malta que não gosta de acordar cedo ao fim de semana, num momento memorável. O preço é surpreendente: 23,90€ por pessoa, 4,90€ para crianças e ainda há a opção ovo-lacto-vegetariana! É preciso marcação prévia pois o Brunch só acontece aos Domingos das 12h às 15h.

É um espaço incrível com uma vista ainda mais incrível. E poder nesta altura, quando todos vivemos momentos de incerteza e de algum receio, dizer que tive uma refeição que para além de me ter deixado satisfeita, me deixou incrivelmente feliz e agradecida por poder viver estes momentos. 

 

E claro, acabámos na praia dos Caeiros na Arrábida, não deu para dormir mas deu para uns bons dois ou três mergulhos! E rebolar na areia, que nem uns croquetinhos de choco!

 

Um obrigada a toda a equipa do hotel e ao Chef Óscar, foi fantástico!

Um obrigada à Zomato, por continuarem a confiar os vossos convites em pessoas (loucas, como eu) viciadas em viver estas experiências gastronómicas!

 

 

B. by Hotel do Sado Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

19
Jul20

Cotorinho - um recanto Transmontano em Belas

LM

Belas é uma das vilas mais surpreendentes da malha urbana de Lisboa. Pelo menos, para mim, tem sido uma surpresa descobrir os seus encantos.

Há uns dias atrás descobri uma quinta ao pé da igreja, a Quinta Nova da Assunção, que além de ter uma dimensão considerável de jardins para passear, também tem uma zona para pic-nics que me fez logo sonhar em tardes de domingo à sombra das árvores centenárias que rodeiam esse parque e claro, petiscar em cima de uma toalha vermelha aos quadradinhos. O palacete, apesar de fechado, é magnífico. Perdidos pelos quatro cantos da quinta, encontramos painéis de azulejos pintados com animais e figuras exóticas, as sebes verdes e alguma parte do jardim vão sendo mantidos e em certas partes quase que nos sentimos num labirinto, sempre a descobrir novos recantos sem saber bem onde estamos.

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Após esta visita e uma passagem rápida pelos fofos de Belas (fui só confirmar que continuavam bons), bastou descer um pouco dessa avenida principal e vimos uma esplanada, bem cuidada e apetitosa para um final de tarde de imperiais e petisco. "Cotorinho", que nome engraçado!

 

A esplanada tem aqueles detalhes  que nos fazem perceber de imediato que foi imaginada com cuidado: esplanada aberta mas que pode fechar para dias menos quentes, mesas e cadeiras bonitas, duas mesas feitas com paletes para grupos maiores. As paredes estão decoradas com heras, um cantinho mais natural e muito agradável de se estar. 

 

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O espaço lá dentro é relativamente pequeno, o que o torna bastante acolhedor. A casa onde construíram este restaurante é de traça antiga, na zona mesmo central e mais velha de Belas, esta foi toda remodelada e felizmente deixaram alguns traços da casa anterior. Alguns detalhes de pedra na parede, para lembrar como eram construídas antigamente, uma harmonia perfeita e a respeitar a história de outros tempos. São detalhes, mas são tão bonitos.

 

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Mal sabia eu que o Cotorinho tem também uma história tão bonita. O Chef André Teixeira, responsável pela cozinha e dono deste espaço incrível, contou-nos com tal entusiasmo como o restaurante nasceu: o nome do espaço é uma homenagem aos membros da sua família, que para ele "são tudo". Cotorinho é um pequeno lugar na zona de Vila Real, a terra onde a sua família tem origem e também onde  passou grandes temporadas da sua infância. Em Trás-os-Montes a boa comida é obrigatória e a arte de bem comer se exige. Todos os vinhos do Cotorinho são dessa zona e todos os pratos têm, de alguma forma ou de outra, o toque transmontano. A estrela da casa é, sem dúvida alguma, a Francesinha à Moda de Vila Real. É importante frisar a sua origem, porque ela é mesmo muito diferente das francesinhas de outras zonas. Como o próprio chef avisa: ou se ama, ou se odeia. Nós amámos, mas já vamos lá.

 

Sentámo-nos cá fora, não por uma questão de segurança mas porque nestes dias de verão é perfeito e todas as mesas, incluindo lá dentro, têm distância e estão impecáveis. 

 

Começámos pelas entradas: dois croquetes acompanhados com mostarda e um pão de alho com queijo para partilhar. Todos nós sabemos que a Francesinha é um prato leve e o melhor seria não exagerar nas entradas... Mas digo-vos já que foi muito dificil manter a compostura com este pão de alho. Eu ficava ali, a noite toda com ele e imperiais! Mas, havia francesinhas para experimentar. E ainda bem!

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Quando passámos ao verdadeiro ex-líbris do Cotorinho foi um misto de confusão e curiosidade. O molho é completamente líquido, nada a ver com o molho à moda do Porto. Quase que parece um caldo derramado por cima daquela sandes deliciosa cheia de coisas que nos fazem atingir o pico de colesterol num minuto. O sabor do caldo? Não consigo sequer explicar. Fiquei desde a primeira dentada até ao final a tentar perceber o que era "aquele sabor" sem conseguir perceber. Na minha família temos uma receita de molho de francesinha e habitualmente já consigo perceber os sabores... Se tem mais cerveja, se tem apenas carne ou também marisco... Mas aqui: zero. Não percebi e não identifiquei nada. Era só bom, delicioso, muito mas muito diferente. E penso que aqui, no molho, é que está a questão do amor-ódio. O meu esposo estava delirante, a adorar este molho que se entranhava facilmente no pão. Eu, estava a amar o sabor especial que este molho tem, intrigada mas feliz. Quem vai à espera de um molho à moda do Porto e não for "preparado" para esta diferença, pode não gostar, claro. Mas ainda bem que todos somos diferentes!

 

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A parte que a meu ver se destacou mais (mais ainda!) foi a "sandes" em si. Nunca, mas nunca mesmo, tinha comido uma carne tão tenra dentro de uma francesinha. O bife era relativamente alto para uma sandes deste estilo, quase que a tocar o limite do possível para uma sandes poder ser cortada convenientemente, estava incrível. Nenhum enchido se destacava demasiado ao ponto de esconder o sabor dos outros:  fiambre, mortadela e linguiça fresca. 

Além das francesinhas ditas normais, ficou na minha wishlist provar a vegetariana... E toda a carta do restaurante.

 

Para terminar, apesar da limitação a nível do meu espaço interior, não podia sair dali sem provar uma sobremesa... Ai eu não me chamo LM Maria!!! Queria muito todas as sobremesas ao mesmo tempo (porque a gula é sempre maior que o estômago), mas acabámos por provar um género de um bolo de chocolate fresco com camadas de nata, estava simplesmente fresco e delicioso. Fez nos lembrar uma vianeta em formato de bolo. Muito bom mesmo e perfeito para uma sobremesa mais leve.

 

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Ao escolher a francesinha como refeição, era humanamente impossível provar fosse o que fosse dos outros pratos da carta. Mas a minha curiosidade com os bifes e hamburgueres, após vários relatos da qualidade destes meninos, faz com que tenha de voltar muito em breve. E após esta primeira visita, ficou muito, mas mesmo muito claro que todos os pratos são de uma qualidade superior. E perguntam porquê? Porque o Chef André é apaixonado por este projeto. Não só dá logo para o perceber quando ele fala no conceito da casa, como a própria forma como descreve os pratos, os fornecedores, onde foi buscar as batatas, onde vai buscar a carne, os legumes... Tudo! Ouvi-lo dá mesmo muito gosto e muita vontade de voltar, para partilharmos esta paixão pela comida que nos é tão em comum.

 

Estou muito feliz com estas descobertas em Belas. Fico mesmo entusiasmada de ter encontrado estes refúgios perfeitos, mesmo ao lado de casa.

Ah! E como cereja no topo do bolo: tem Uber Eats e Too Good To go!

 

 

Cotorinho Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

05
Jul20

L'Origine by Chakall

LM

Nestes tempos de guerra (de pós pandemia, vá), todos os restaurantes que tenham esplanada são vitórias. Se for uma esplanada catita e ao pé do rio, ainda melhor. 

Quando me falaram em ir a um live-act do DJ Chakall achei que esta era a oportunidade perfeita para conhecer o seu restaurante italiano, o L'Origine. Que tem uma esplanada bem gira, espaçosa e cheia de "verdes". 

Quando lá chegamos, a primeira coisa que me saltou à vista é que realmente parece que estamos no meio de um parque florestal, mas neste caso em pleno Parque das Nações. Mesas de madeira ao estilo pic-nic e, quando sentados nelas, só vemos verde à volta. E isto para mim, começa logo bem.

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O Chef Chakall está na sua mesa de DJ, mas sai desse espaço com muita frequência para receber todos os clientes que se aproximam, sempre bem disposto a dançar e a cantar, sentimo-nos realmente muito bem recebidos por ali. Estamos em casa, num ambiente descontraído e divertido. E não são todos os chefs que têm esta atenção com os clientes, esta descontração, que mete mãos à obra quando necessário e tem este cuidado em não deixar ninguém à espera. Impressionou-me bastante.

 

Falemos de comida, experimentámos uma variedade imensa de entradas, mas antes de tudo foi colocada a pergunta-chave para o meu coração: "Que cocktail vai querer? Bellini? Aperol Spritz?  Limoncello Tónico? " Isto prometia! Um atendimento super cuidado.

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Todos, mas todos os produtos que tocaram a nossa mesa tinham uma qualidade inexplicável, os verdadeiros enchidos italianos: salame, prosciutto, tantos que nem sei bem enumerar todos.

Tábuas de enchidos com alguns pedaços de queijo parmesão, pequenas lascas de foccacia... Delicioso!

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O salame picante veio acompanhado de um rolle (isto na minha terra é ir sair à noite, mas tudo bom) feitas com carvão vegetal (que fazem muito bem ao nosso corpitxo) e que apesar da cor estranha para comida, estavam fofinhas, saborosas, aquela massa que faz lembrar pizza mas não é bem. Sempre com uma apresentação irrepreensível e a fazer par com os queijos e enchidos italianos. 

Provámos também uma salada com carpaccio de salmão, é uma boa opção para quem não quer exagerar nos carbs (não é de todo o meu caso, mas aquele tempero com vinagre balsâmico do bom, não me podia escapar ao palato). 

 

Já satisfeita com as entradas, e com vontade de experimentar muito mais, passámos para os pratos principais: um ragu acompanhado de gnocchi, a pizza L'Origine e ainda a pizza Bresaola.

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O ragu estava divinal e sinceramente precipitei-me ao achar que ia ser o menos interessante. Mas carne estufada lentamente ao ponto de se desfazer, combinada com pequenos bolinhos de massa é algo que não tem como falhar. Aqui, conseguem elevar para a perfeição.

A pizza da casa, a L'Origine, é simplesmente deliciosa. Esta vinha com a opção de massa de beterraba que lhe traz uma cor tão engraçada e deliciosa. O equilíbrio entre os ingredientes dispostos por cima e o molho de tomate, estava perfeito. Não consigo elaborar mais do que isto... Quando temos uma massa que é levedada entre 32 a 72 horas, sem fermentos, e por cima disto colocam ingredientes da maior qualidade, escolhidos a dedo por grandes chefs... Como não ter uma pizza perfeita? Era mesmo.

A pizza com a massa mais tradicional, todas as massas têm este conceito de zero fermento e são levedadas com carinho, estava igualmente boa. Mas depois de ter provado a da casa, não houve tanto amor, mas estava igualmente apaixonada.

 

Já refastelada e a sorrir (porque quando a refeição é assim, eu fico mesmo contente!), nós sabemos o que vem a seguir. E sabemos bem que a escolha vai ser fácil no meu caso: estamos num italiano, eu tenho, devo e preciso de um tiramisu. Mas pronto, depois dou aquela facadinha consensual nas sobremesas alheias para não me escapar nada! (Nota: sempre com colheres limpas antes de tocar na boca, como manda a DGS).

 

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O tiramisu estava bom e bastante bonito, feito na própria casa. O que é bastante louvável! Ainda provei as panacottas que tinham 3 versões de topping e a que tinha frutos vermelhos estava maravilhosa. Mas sem dúvida o que se destacou foram os gelados. Apesar de não serem feitos no restaurante, foi uma grande luta para encontrar uma parceria de gelados artesanais que estivessem à altura do espaço, sem dúvida que o encontraram. O de chocolate era maravilhoso!

Sem absolutamente mais nenhum espaço para nada, terminei a refeição com um cafezinho, à maneira da casa: um granizado de café extremamente bem feito, no ponto certo! Um pouco doce, mas que fica super bem enquadrado após aquele sugar-high das sobremesas.

 

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Sem dúvida um espaço a visitar mais vezes, porque apesar de ter ficado com a sensação que provei de tudo um pouco, ainda ficaram muitos pratos para desbravar! Burratas, focaccias, massas, pizzas com outras bases e recheios, calzones, carpaccios! Meu Deus, um menu incrivelmente diversificado e depois de ter comprovado a qualidade de todos estes que provei, só tenho vontade de voltar.

Obrigada Chef Chakall pela sua enorme simpatia e dedicação irrepreensível! E a todo o staff, que surpreende pelo rigor com que fazem o seu trabalho, sempre com um sorriso na cara.

 

 

 

L'Origine by Chakall Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

29
Jun20

Chirashi - sushi bowls

LM

Estava eu a dar uma vista de olhos pelas fotos que tenho em back-up,  apercebo-me do maior escândalo de sempre que cometi nestes últimos tempos... COMO ASSIM AINDA NÃO ESCREVI UM REVIEW SOBRE O CHIRASHI?????

LM, bad foodie! Really bad foodie!

 

Quem segue o meu Instagram pode testemunhar que, muito provavelmente, se há sushi bowls que lá são partilhadas com (demasiada até) frequência são as do Chirashi. 

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Conheci este restaurante através da Uber Eats (e mais uma vez, na pesquisa de promoções agradáveis à carteira). Já tinha visto um ou outro story com estas bowls e decidi experimentar.

O meu primeiro amor foi o Salmão Gomá. O segundo foi o Salmão Gomá com extra de manga... A partir daí foi difícil mudar de opção. Hoje em dia posso dizer que já experimentei todas as bowls. Continuo com o meu amor à primeira vista, o Gomá! 

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O Namban é a minha escolha quando me apetece variar um pouco e tem aquele toquezinho picante. A combinação entre o salmão e os morangos é deliciosa!

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O arroz é sempre feito na perfeição, todo o peixe extremamente fresco e todos os restantes acompanhamentos de óptima qualidade. Não há um bowl que tenha experimentado que não tenha um equilíbrio perfeito entre todos os componentes. 

 

A relação custo-benefício é sem dúvida a melhor que já conheci neste tipo de comida.

Além de pedir muitas vezes para o escritório, também costumo ir lá pessoalmente para levar para casa. Com o desconto de 15% através do pagamento com a APP Zomato, torna-se uma opção não só saborosa e de muita qualidade, como também em conta. Da última vez, levei 4 bowls e ficou cerca de 8€ por bowl. É uma maravilha!

O espaço de Telheiras é super agradável mas não é muito grande e agora na antiga loja tem os Ramens (que ainda não provei). Há uma nova loja um pouco mais à frente com as bowls.

Estou muito curiosa para experimentar os Ramens, mas fica difícil quando tenho de optar por não comer um bowl destes... 

 

Sem dúvida, o Chirashi é um 5 e está no meu top.

 

 

Chirashi Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

29
Jun20

O Churrasco dos Beirões

LM

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Restaurante: O Churrasco dos Beirões

PREÇO: €

CLASSIFICAÇÃO: 4

NOTAS: Estava eu num dia sem vontade de cozinhar, à procura de algo para o almoço na Uber Eats e à caça de promoções... Não há nada melhor que conhecer novos espaços como fazê-lo através das promos 2 por 1. Além de poupar ainda vamos descobrindo coisas novas.

Vi esta promoção, que por acaso era um desconto em alguns pratos e vejo este menu "Marmitex Picanha". Descrição simples: picanha, arroz, feijão e batatas fritas. Perfeito! 

A picanha era picanha a sério (isto porque ultimamente já me deparei com "picanhas" estranhas que não são claramente da vaca certa... Pode parecer estranho, mas quem conhece picanha sabe do que falo!). Os acompanhamentos estavam óptimos: feijão saboroso, arroz no ponto e batatas verdadeiras (mais uma vez esclarecendo, no meu dicionário as batatas verdadeiras são as não-congeladas).

Pedi duas doses, cada uma a 5€ (que escândalo!). Tenho sempre algum receio pelo tamanho das doses e no caso de churrasco, que a comida venha fria... Mas como podem ver pela foto, a dose era extraordináriamente bem servida (até foi demais para os dois!) e felizmente a comida chegou toda super quentinha e acabada de fazer.

Mais um restaurante para os meus favoritos na Uber Eats!

 

 

Os Beirões Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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